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    Data da publicação: sábado, 14 de julho de 2018
    Seca prejudica produção de cana em São Paulo

    A falta de chuvas tem prejudicado a produção das plantações de cana no estado de São Paulo. É o que aponta levantamento de entidades como a Associação dos Plantadores de Cana do Oeste do Estado de São Paulo, a Canaoeste.

    Alessandra Durigan é a gestora técnica da Canaoeste, que tem associados em pelo menos 80 municípios da região de Ribeirão Preto, no interior paulista. Ela conta que no ano passado a seca já tinha prejudicado o desempenho produtivo dos canaviais, que acabaram sendo menores que a série histórica.

    Neste ano, Alessandra afirma que as chuvas se encerraram em março, o que gera uma expectativa de menor volume de cana, algo que gire em torno de 10% a 12% a menos que no ano passado.

    A gestora destaca que, com a previsão de pouca ou nenhuma chuva para os próximos dias, a esperança está nas precipitações que costumam vir a partir do mês de setembro, e detalha os reflexos e consequências da falta de chuvas.

    “O reflexo é a queda da produtividade agrícola. Canaviais pouco desenvolvidos, uma cana raquítica e o que acontece? É a queda da rentabilidade do produtor agrícola. A queda da produtividade reflete direto no bolso do produtor. O que nós queremos é que essa situação se normalize, volte ao normal.”

    O professor do departamento de engenharia da Escola Superior de Agricultura da USP, Fábio Marin, ressalta que em São Paulo, a área mais afetada está entre os municípios de Ribeirão Preto, Araraquara e Rio Preto, região do Centro-norte do estado. No entanto, outras regiões também estão sendo prejudicadas, mas em menor intensidade.

    O especialista explica que a safra de cana é longa e que há poucas opções para o produtor reverter a situação. Remanejar as opções de colheita é uma possibilidade para amenizar o prejuízo, segundo Marin. A seca, segundo o professor, pode, inclusive, interferir no desempenho da próxima safra.

    Fabio Marin alertou ainda que os reflexos do queda da produção de cana pode refletir no bolso dos consumidores.

    “A questão para o consumidor é aquela velha fórmula da oferta e demanda. Nós temos o preço do etanol interessantes. O que talvez possa acontecer, é no final do ano, um aumento do etanol por conta da safra se encerrar mais cedo. E isto pode ser um impacto maior.”

    Apesar do foco de resultados piores em São Paulo, Fábio Marin ressalta que estados como Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Paraná também estão sendo afetados com a seca.

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