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    Data da publicação: quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017
    Sem ajuda de Rafard, Mombuca e Elias Fausto, Santa Casa pode encerrar atividades
    De acordo com Rodrigo Proença, a prefeitura de Capivari, já repassou R$650 mil em recursos próprios para o Pronto Socorro nos dois primeiros meses de 2017.


    Reunião entre os prefeitos de Rafard, Mombuca, Elias Fausto e Capivari | Foto: Reprodução Facebook


    Na manhã desta quarta-feira (22) o prefeito de Capivari, Rodrigo Abdala Proença, convocou uma reunião com os prefeitos de Rafard, Mombuca e Elias fausto para falar sobre a situação financeira da Santa Casa de Misericórdia. De acordo com Rodrigo, se as cidades vizinhas não fizerem repasses, o hospital pode encerrar suas atividades, mantendo apenas o atendimento de urgência e emergência.

    Proença apresentou um ofício enviado pela diretoria da Santa Casa, onde os dirigentes explicam a situação atual da entidade, que se agravou depois do pagamento do 13º salário. O documento afirma ainda, que caso não haja um acordo entre as cidades que não fazem repasses para a instituição, os serviços serão interrompidos a partir das 19 horas do dia 24 de fevereiro, sugerindo que os pacientes dessas cidades sejam encaminhados a qualquer outra unidade de atendimento.

    O ofício cita um repasse aprovado pela Câmara dos Vereadores de Elias Fausto em 2016, no valor de R$120 mil, que não saiu do papel. As cidades de Rafard e Mombuca são mencionadas no documento por jamais deixarem de remeter cidadãos aos cuidados da Santa Casa, mas sequer compareceram para quaisquer tratativas.

    Na reunião, os representantes do hospital apresentaram os valores gastos com cada uma das três cidades.

    Em janeiro, o custo com pacientes de Rafard chegou a quase R$84 mil. No caso de Mombuca, os gastos ficaram perto de R$47 mil e de Elias Fausto, R$120 mil. No total, as três cidades consomem quase R$ 250 mil por mês.

    Rodrigo Proença ressaltou que não é justo a Santa Casa e Prefeitura de Capivari arcarem com esses gastos, e que as cidades vizinhas têm que fazer repasses para o hospital.

    Ainda de acordo com Proença, a prefeitura de Capivari, repassou R$650 mil em recursos próprios, R$300 mil de subvenção e R$350 para o Pronto Socorro nos dois primeiros meses de 2017.

    Segundo o prefeito, os moradores de Capivari não serão prejudicados caso a interrupção do atendimento aconteça.




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