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    Data da publicação: terça-feira, 14 de março de 2017
    Mudanças de hábitos podem prevenir a bexiga hiperativa

    Imagine você se a cada viagem tivesse que saber quantos banheiros encontraria facilmente pelo caminho, já que a rotina é parar várias vezes para urinar? Encararia um destino novo e de longa distância? Essa é apenas uma das tantas preocupações de quem foi diagnosticado com a Síndrome da Bexiga Hiperativa.

    O paciente pode apresentar ainda um quadro de incontinência urinária, que é a perda involuntária de urina durante o simples ato de espirrar, tossir, agachar, pegar peso ou ainda durante o ato sexual, provocando uma situação constrangedora e, às vezes, irreparável do ponto de vista psicológico.

    O fato é que, embora a síndrome de bexiga hiperativa tenha se popularizado, é ainda pouco abordado os impactos comportamentais que a moléstia provoca na vida diária de quem convive ou apreendeu a conviver com este transtorno. Receio, isolamento social, desistência de participar de viagens de grupos, comprometimento do sono e retração sexual são alguns dos comportamentos relatados nos consultórios.

    O médio presidente da Sociedade Brasileira de Urologia de São Paulo (SBUSP) e professor titular de Medicina de Botucatu (UNESP) Dr. João Amaro, conta que queste é um problema muito frequente, porém, pouco diagnosticado.
    “Não põe a vida do paciente em risco, mas reduz drasticamente a qualidade e a rotina de vida. Muitas vezes, a pessoa reluta em procurar o urologista justamente por desconhecer as possíveis formas de tratamento ou por vergonha”, explica especialista.

    Na prática, os sintomas físicos ocasionados pela síndrome da bexiga hiperativa estão associados à urgência urinária, acompanhada ou não de incontinência, e aumento compulsivo na frequência de idas ao banheiro, manhã, tarde e durante à noite, fugindo dos parâmetros normais. Para o diagnóstico, é importante que o urologista conheça a história clínica do paciente, solicitando exames físicos e de urina ou pedir exames complementares para descartar outras doenças.

    “Sabe-se que medidas preventivas como hábitos de vida saudável, controle de peso, evitar o tabagismo, a diminuição no consumo de bebidas alcoólicas e da ingestão de cafeína como chás, cafeína, chocolates e bebidas cítricas, podem diminuir os sintomas da bexiga hiperativa”, explica o Amaro.

    Tratamento:
    Existem maneiras de tratar está disfunção miccional, segundo o que aponta a Associação Americana de Urologia. Uma delas é pela via de medidas comportamentais e fisioterápicas, como o controle vesical, da ingestão de líquidos e treinamento do músculo do assoalho pélvico.

    “O objetivo do tratamento da bexiga hiperativa é promover um aumento de tempo entre os intervalos e as urgências miccionais. Outra forma é por meio de uso de medicamentos e, em último caso, quando os tratamentos anteriores não apresentaram melhora, é indicada a estimulação elétrica do nervo tibial, a aplicação da toxina botulínica tipo A e neuromodulação sacral, este último indicado para casos com sintomas severos ou na falha de tratamentos anteriores. ”, finaliza o médio.
    Incontinência Urinária:
    De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Urologia, o problema atinge 35% das mulheres, após a menopausa, 40% das gestantes e 5% dos homens que foram submetidos à cirurgia para retirada da próstata.

    Dada à importância do assunto, esse será um dos temas discutidos na 18ª edição do PROTEUS Intensivão, de 30 de março a 01 de abril, no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo. O evento, que acontece anualmente e reúne tradicionalmente urologistas de todo o Brasil, é organizado pela SBU-SP - Sociedade Brasileira de Urologia.



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