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    Data da publicação: quinta-feira, 07 de setembro de 2017
    Estudo revela que quatro em cada 10 atletas admitem usar substâncias ilegais
    Por: Redação
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    Além de famosos e multicampeões, atletas como Diego Maradona, Anderson Silva e Giba têm em comum casos de doping na carreira. O uso de elementos artificiais, geralmente atrelado à melhora no desempenho físico, ainda é recorrente no esporte de alto rendimento. É o que revela uma pesquisa encomendada pela “Springer”, editora alemã de revistas científicas. O estudo indica que quatro em cada 10 atletas admitem usar substâncias proibidas. Para dar mais credibilidade às disputas esportivas, a Agência Mundial Antidoping (Wada) realiza milhares de exames de sangue e urina anualmente entre os atletas. Contudo, apenas uma pequena parcela, de 1% a 2%, testa positivo para substâncias ilegais. Apesar de o número parecer baixo, a biomédica e agente de controle de dopagem esportiva Lara Santi ressalta a importância da tecnologia no combate ao doping.

    “Pode parecer um, dois por cento muito pouco se você olhar só a estatística, mas na verdade se você for olhar a quantidade de testes feitos no mundo, já é um combate bem significativo. Na história dos controles, que já vem desde a antiguidade, não se tinha nenhuma regulamentação, então a gente evoluiu muito, o combate está bem avançado. Inclusive porque os testes hoje são guardados por 10 anos para serem retestados. Então vocês devem estar acompanhando algumas noticias que agora, depois de dois ciclos olímpicos, começaram a aparecer alguns positivos relativos à Olímpiada de Pequim 2008”.

    A especialista explica que em casos de doping institucionalizados, em que há conivência de federações e dirigentes, é previsto no código mundial antidoping punição para atletas e demais envolvidos. O caso mais recente desse tipo veio a público no ano passado, cerca de um mês antes da Olímpiada do Rio. Uma investigação da Agência Mundial Antidoping denunciou que o governo da Rússia operava um esquema estatal de doping. De acordo com o relatório, o ministério do esporte russo "dirigiu, controlou e supervisionou" a manipulação de amostras de urina dos atletas e fraudou resultados. A acusação fez com que a equipe de atletismo russa fosse banida da Rio 2016.

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