• Notícias
    Data da publicação: terça-feira, 14 de novembro de 2017
    Dia Mundial do Diabetes 2017: quando a doença pode cegar
    O diabetes é uma doença caracterizada pela elevação da glicose no sangue (hiperglicemia).
    Por: Redação
    E-mail

    Comemorado no próximo dia 14 de novembro, o Dia Mundial do Diabetes traz como principais bandeiras a importância da conscientização sobre a doença e suas consequências em médio e longo prazo com prejuízos importantes para diversas funções do indivíduo, entre elas a visão.

    O diabetes é uma doença caracterizada pela elevação da glicose no sangue (hiperglicemia). Pode ocorrer devido a defeitos na secreção ou na ação do hormônio insulina, que é produzido no pâncreas. Pode provocar danos em diversos órgãos em função do comprometimento da circulação sanguínea, incluindo rins, olhos, coração, entre outros.

    O diabetes não é contagioso, porém tem propensão genética e é multifatorial, ou seja, como outras síndromes metabólicas está intrinsicamente associado a fatores comportamentais próprios do século XXI, como obesidade, sedentarismo, tabagismo, estresse, falta de sono e alimentação inadequada. A síndrome não tem cura, mas é possível controlá-la. O diabetes tipo 1 é mais comum surgir na infância e adolescência, enquanto que o tipo 2 em adultos, sobretudo obesos.

    Saúde ocular: indivíduos diabéticos devem redobrar atenção com a saúde ocular, especialmente pela propensão de desenvolverem a retinopatia diabética, lesão que ocorre na retina, a camada mais interna do olho que tem a função de transformar os estímulos luminosos em estímulos nervosos (impulsos elétricos) e enviá-los ao nosso cérebro.

    Em sua fase inicial, a retinopatia diabética é assintomática, mas se não for tratada a tempo, vasos podem se romper, causando hemorragia e descolamento da retina, com possibilidade de cegueira irreversível.

    “A retinopatia diabética é a debilidade da função dos vasos sanguíneos da retina e o principal fator de perda de acuidade visual. Todo paciente diabético deve manter o controle dos níveis de glicose, colesterol e pressão arterial, como principais ações preventivas, até porque a retinopatia diabética é uma doença silenciosa”, diz o oftalmologista Arnaldo Bordon, Secretário da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo e representante da SBRV na Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD).

    O grande problema da retinopatia diabética é a perda visual silenciosa, justamente por não apresentar sintomas oculares evidentes (olhos vermelhos ou secreção). “Quando a retina não consegue processar as imagens, o paciente pode perder a visão total ou noturna, tem reduzido o seu campo visual periférico e dificuldade em focar objetos e diferenciar as cores. Pode apresentar ainda visão dupla, embaçada e pontos negros periféricos”, explica o oftalmologista da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo.

    A melhor forma de diagnóstico da retinopatia em pacientes diabéticos é o exame de mapeamento da retina (fundo de olho), com seguimento regular com um oftalmologista especialista em retina. O mais indicado é realizar exames a cada 6 meses.

    Como ocorre a Retinopatia Diabética

    Como a doença se instala de forma silenciosa, os sinais e sintomas podem aparecer quando esta já se encontra em estágio avançado. Isto ocorre muitas vezes pelo descuido com o controle do diabetes. No Brasil, estima-se que a retinopatia diabética atinja 35-40% dos pacientes com diabetes mellitus, aproximadamente 4 milhões¹.

    Inicialmente os pequenos vasos sanguíneos da retina perdem sua capacidade de fornecer suporte sanguineo adequado. Em seguida surgem alterações estruturais nestes vasos, que permitem o extravazamento de liquido para a retina levando a principal causa de perda visual nesses pacientes: o edema macular diabetico. Também são observadas pequenas dilatações chamadas de microaneurismas.

    Com a evolucao da doença, alguns vasos sanguíneos são totalmente bloqueados e várias regiões da retina passam a nao receber sangue e oxigênio suficientes, obrigando o organismo a criar novos vasos para sua nutrição, as neovascularizações. Estes vasos sanguíneos defeituosos e frágeis acabam por se romper e provocar sangramento na cavidade vítrea.


    Tratamento

    Nas fases iniciais da retinopatia diabética o tratamento se baseia no controle sistemico da doença (controle da glicemia), exceto quando há edema macular diabético (EMD) que, como anteriormente mencionado, é a causa mais frequente de perda visual irreversível em pacientes com retinopatia diabética.

    Nestes casos, o tratamento pode envolver medicações administradas diretamente dentro do olho, onde se destacam as substâncias anti-inflamatórias (corticóides) e os quimioterápicos que buscam, entre outras ações, reverter o edema macular. Aplicações de Laser e cirurgia (esta última, em casos específicos) podem também ser consideradas.

    A aplicação do fármaco intravítreo a base de corticoide (dexametasona) é um procedimento seguro e deve ser realizada em ambiente cirúrgico, por um médico oftalmologista especialista em retina e com treinamento na técnica. Normalmente, sua realização ocorre sob anestesia local e o paciente pode retornar às suas atividades cotidianas no dia seguinte.

    "É preciso prestar atenção quando surgem manchas flutuantes, visão borrada e pontos de sangue no campo visual, que caracteriza a hemorragia vítrea. A consulta com um especialista em retina, já na fase inicial, pode evitar a evolução da doença, e muitas vezes a perda da visão de forma irreversível”, conclui o oftalmologista Arnaldo Bordon.

    Veja também
  • USP descobre moléculas que podem tratar febre amarela
  • Moradora de Rafard denuncia mau estado de conservação em banheiro de Praça
  • Entrega da declaração do IR 2018 começa no dia 2 de março
  • Pesquisadores da USP encontram nova forma de detectar o vírus da febre amarela
  • Carnaval de Marchinhas em Capivari é o evento ideal para seu filho neste carnaval
  • Lei autoriza visita de pets a pacientes em hospitais municipais de São Paulo
  • Implante no cérebro ajuda a melhorar a memória humana
  • Fique atento: Carnaval não é feriado nacional
  • Inauguração da Galeria Tarsila do Amaral ocorre no dia 22
  • Projeto do Senado pretende punir passageiro que acompanhar motorista bêbado ou drogado
  • Pensão integral para cônjuge de policiais entra na reforma da Previdência
  • 6 passos para quem começou 2018 com dívidas
  • Acidentes nas rodovias federais caíram 7,5% em 2017
  • Vereadores cobram administração durante retorno das sessões camarárias em Rafard
  • Especialista em moda, Nanda Máximo, fala sobre o Carnaval

  • (19) 3491-1750
    R. Gal. Osório, 1047 Capivari / SP | CEP:13360-000