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    Data da publicação: sexta-feira, 22 de dezembro de 2017
    Aumento do fluxo de automóveis nas estradas no fim de ano oferece riscos de acidentes
    Dez BRs são responsáveis por 38% da malha rodoviária federal concentram o maior número de acidentes

    Por: Redação
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    Anualmente, a situação das estradas brasileiras se agrava durante o fim de ano. O aumento do fluxo de veículos por conta das férias está entre as principais causas de tragédias em rodovias, além dos altos índices de chuvas. A boa notícia é que, mesmo com mais riscos de acidentes nesta época, a Polícia Rodoviaria Federal (PRF) constatou uma queda dos registros de vítimas fatais por acidentes, como explica o porta-voz da PRF Diego Brandão.

    “A gente vem de um histórico de 7200 mortes por ano em Rodovias Federais. No último ano, a PRF registrou 6500 mortes - uma diminuição considerável de mortes em rodovias federais. Mas o que a gente tem são aqueles momentos específicos, aqueles momentos específicos onde há um aumento de fluxo e consequentemente um aumento das ocorrências de trânsito.”


    Segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) com dados da PRF, existem aproximadamente 100 trechos críticos. OS números ainda assustam: Foram 57.983 acidentes somente em 2016. Apenas dez Rodovias Federais concentram 60% do total das ocorrências. Em média, as dez rodovias juntas, apresentam uma média de 276 acidentes a cada 100 quilômetros.

    Mais perigosas

    Em 2016, a BR 116 - conhecida como Régis Bittencourt - que corta o Nordeste até a fronteira do Brasil com o Paraguai, e a BR 101 - chamada de Translitorânea ou Rodovia da Morte, foram responsáveis por 29.436 acidentes, 31% do total , com 1.663 vítimas fatais. A Rodovia Fernão Dias, ou BR 381 - que corta as regiões metropolitanas de Minas Gerais e São Paulo - ainda é o trecho mais perigoso do país, com 556 acidentes a cada trecho de 100 km. Diego Brandão explica as ações que podem amenizar os riscos de acidentes nos pontos mais críticos das estradas.

    “A dica principal é que ele se fiscalize sobre as próprias condutas. Então, se mantenha na velocidade, não fazer ultrapassagem onde você não tenha certeza da garantia da segurança. Também evitar o uso de álcool durante o ato de dirigir ou antes dele. Então, são- medidas simples que podem mudar esse cenário.” - Explica Diego Brandão.


    O governo tem criado ações voltadas para a prevenção das vítimas de acidentes nas rodovias. Entre as principais medidas, trabalhar educação e conscientização no trânsito, com abordagens sobre a legislação, além da própria fiscalização e endurecimento das penas aos infratores. Outro braço estratégico é a inclusão de cuidados com a engenharia das estradas.




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