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    Data da publicação: sábado, 02 de dezembro de 2017
    Estudo liga origem do sobrenome a tamanho do salário no Brasil
    Por: Redação
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    Silva, Santos, Oliveira, Souza e Pereira são os sobrenomes mais comuns de 46 milhões e 800 mil trabalhadores do setor privado, com idade entre 23 a 60 anos, no Brasil. Se comparados aos de outras origens - em especial japonesa e germânica -, as chances de os brasileiros que carregam esses cinco sobrenomes comuns ganharem salários menores são grandes.

    Uma pessoa com sobrenome de ancestralidade japonesa, por exemplo, recebe, em média, um salário 16,8% maior que um pessoa branca com sobrenome ibérico. Os germânicos, por sua vez, recebem 8% mais que os indivíduos bancos com sobrenomes portugueses e espanhóis. Pardos, negros e índios, refletindo a já conhecida desigualdade que persiste no país, ganham menos.

    Quando o critério são apenas os 100 maiores salários registrados, porém, os alemães se destacam - e os japoneses vão para o fim desse seleto ranking. Nessa lista, segundo a base do Ministério do Trabalho, 43 carregam sobrenomes de ancestralidade alemã, 22 italiana e 17 ibérica.

    Esses dados fazem parte de uma série de estudos do economista Leonardo Monasterio, do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), que tem se dedicado a pesquisar sobrenomes, ancestralidade, diversidade cultural e mobilidade social no Brasil.

    Fonte: BBC

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