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    Data da publicação: quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018
    Pesquisa revela que 3 em cada 4 pessoas mantêm ‘contatinhos’, mesmo namorando
    Por: Redação
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    Três quartos dos jovens, mesmo compromissados, mantêm pelo menos uma pessoa com uma alternativa amorosa. Um pesquisador da Universidade Estadual de Michigan quis entender exatamente o quão comum é esse fenômeno, que ele chama de manter uma relação back burner.

    A expressão é curiosa e bem adequada para a situação: back burners são as bocas de trás do fogão. Um cozinheiro costuma colocar ali as panelas que não precisam de atenção imediata, e deixar nas bocas da frente aquelas a que ele pretende dedicar mais foco e cuidado. Uma relação back burner é a mesma coisa, só que com pessoas ao invés de frigideira e panelas.

    A pergunta principal do artigo era bem franca: Sem contar compromissos atuais, com quantas pessoas você mantém contato porque tem interesse em se envolver com elas romântica ou sexualmente no futuro? Ele repetiu essa pergunta para 700 universitários.

    Os participantes abriam, no celular, o aplicativo de mensagens que usavam com mais frequência. E aí eles contavam quantas conversas recentes tiveram com pessoas que se encaixam nessa descrição. A grande maioria (73%) admitiu ter pelo menos um contatinho. Se separassem só os solteiros, a frequência era ainda maior: 88% deles tinham esse tipo de pessoa.

    E entre os voluntários que namoravam sério, os compromissados? O número foi menor, mas a maioria (55%) também mantinha no mínimo um contato. Em média, tanto solteiros quanto comprometidos colocam, cada um, de 5 a 6 contatos em “modo de espera”.

    A pesquisa também investigou as estratégias de manutenção dos contatinhos – ou seja, quais as táticas usadas pelos participantes para manter o outro interessado, mas sem dar esperanças demais. São elas:

    - Positividade. “Interações divertidas, calorosas e simpáticas”,  como trocar memes e piadas internas, diz o artigo.

    - Franqueza. Não no sentido de deixar claro que a pessoa é uma segunda opção – e sim de criar intimidade ao trocar segredos e revelar informações pessoais.

    A positividade é usada com mais frequência por todo mundo, solteiro ou não: 90,6% das pessoas aderem à tática.  Ainda que a pesquisa foque em jovens universitários, o pesquisador contou que não se trata de um fenômeno exclusivo da juventude.

    Idosos têm sua própria versão dos back burners: quando perguntados, eles sabem dizer exatamente com quem gostariam de ficar caso seus cônjuges morressem. Ninguém quer ficar sozinho – independentemente da geração.


    Fonte: Super Abril


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