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    Data da publicação: segunda-feira, 02 de abril de 2018
    Jovem prodígio com autismo compõe sinfonias aos 17 anos
    Por: Redação
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    Foto: Reprodução BBC


    Um jovem prodígio de 17 anos, que tem uma forma leve de autismo, compõe sinfonias e desde os 11, época em que já era capaz de tocar Mozart de ouvido.

    Michael Fuller, do Reino Unido, aprendeu sozinho a tocar piano com um aplicativo para celular, que mostrava na tela as notas conforme uma peça de música clássica era tocada.

    Sua mãe, Nadine, descreve a habilidade do adolescente dizendo que é como se ele “baixasse” as músicas em sua cabeça, fizesse uma espécie de download. (vídeos abaixo)

    Ela revela ainda que, quando Michael era criança, ele se virava de repente e dizia: “Fiz uma sinfonia”.

    Michael aprendeu a tocar piano e logo descobriu que podia tocar peças complexas de memória.

    “Eu gostava do que ouvia, buscava mais músicas e começava a estudar pelo YouTube ou pelo Google”, recorda-se.

    “Era algo muito natural. Ouvia com atenção e a música parecia ter sido implantada na minha cabeça. Podia tocá-la em seguida no piano, sem ninguém me ensinar.”


    Cor da pele

    Michael quer desenvolver essa habilidade e tornar-se um artista moderno de música clássica.

    Também quer ter mais controle sobre o processo criativo e não fazer como compositores modernos, que, diz ele, “escrevem qualquer coisa em uma página e entregam para os músicos, para em seguida ficar em segundo plano e não ter qualquer tipo de reconhecimento”.

    “Posso escrever, compor, cantar. As pessoas podem se surpreender, mas eu sou ambicioso.”

    Como uma pessoa negra de origem jamaicana, Michael diz que muitas pessoas ficam “estupefatas” ao vê-lo se apresentar como músico clássico.

    “Fico triste, não gosto como a sociedade diz não a pessoas por causa da cor de sua pele, suas raízes ou sua classe social. Isso impede pessoas talentosas de fazer as coisas.”

    Para Michael, o principal apoio vem de sua mãe. “Havia muita negatividade quando ele estava crescendo com autismo. Um pouco de bullying. Os professores não o compreendiam”, diz ela.

    “Vê-lo sair-se tão bem na faculdade agora… Quando o ouço cantar, é algo grandioso. Sinto orgulho dele.”


    Compondo sinfonias

    Michael Fuller cresceu em uma família que escutava mais reggae do que música clássica.

    O rapaz diz estar ciente de quão diferente é sua habilidade musical – e a forma como aprendeu piano quando era criança.

    Isso, diz sua mãe, foi uma “surpresa para ela e para sua família”. “Eu mesma nunca ouvi música clássica”, conta ela.

    Não demorou muito para que Michael, além de aprender piano, começasse a compor suas próprias peças.


    Música acalma

    Ele descobriu que a música o ajudava a expressar suas emoções, já que, assim como muitos autistas, ele tem dificuldade de colocar o que sente em palavras.

    Descrevendo seu processo como “fazer música com a mente”, ele diz que criar sinfonias clássicas o “ajuda a se expressar pela música”. “Isso me acalma.”

    “Qualquer tipo de som chama minha atenção e me fascina. Eu me fixo no som e começo a compor”, explica.

    Michael diz que ele deixa a música surgir em um flash de inspiração que ele chama de “o momento”. “Deixo que a música assuma o controle, não há planejamento, simplesmente acontece.”

    Sons da rua, como os trilhos do metrô, por exemplo, instigam Michael a compor.

    Essa entrega total à música não é incomum entre compositores, mas Michael diz que a forma como faz isso é diferente – a música vem de dentro dele e tem vida própria.


    Infância

    Quando criança, Michael sempre cantarolava, mas a dimensão total de seu talento só foi descoberta por acaso, quando sua professora de música, Emma Taylor, o ouviu cantar sozinho no corredor da escola.

    Ela se ofereceu para ajudar o rapaz a desenvolver seu talento e continuou a ensiná-lo a cantar.

    Hoje, Michael estuda Artes Performáticas no Richmond College, no Reino Unido, e sua paixão por música está crescendo ainda mais.

    Ele começou combinando palavras escolhidas aleatoriamente de várias línguas estrangeiras – técnica conhecida como música nonsense.

    Atualmente, ele tem uma série de canções com letras escritas por ele.

    Nadine diz que seu filho “canta o que está dentro dele”.






    Reprodução: Só Notícia Boa

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