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    Data da publicação: sábado, 07 de julho de 2018
    Menino com deficiência na mão ganha prótese do homem de ferro e autoestima melhora
    Por: Redação
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    Cientistas da USP fizeram uma prótese de super-herói para o menino Miguel Ângelo – que nasceu com um problema congênito nas mãos – e transformaram a vida dele. Após um parto de risco, o menino ficou sem parte do braço esquerdo.

    O pai de Miguel contou a história do filho ao seu colega de trabalho Júlio Cesar Lautert, estudante de Engenharia Elétrica e o amigo levou a história à pós-doutoranda em Bioengenharia na USP, Adriana Del Monaco, e ao Doutor em Bioengenharia pela USP, Evandro Drigo. Juntos, eles desenvolveram uma prótese mecânica inspirada na armadura do Homem de Ferro, um dos personagens favoritos do menino de seis anos.

    Os pesquisadores adaptaram um modelo já disponível gratuitamente na internet e confeccionaram o braço após seis meses de pesquisas e testes. Tirando a despesa com a compra de uma impressora 3D, a prótese custou menos de R$ 70, pagos pelos próprios cientistas.

    Utilizamos plástico biodegradável (PLA), fios de nylon e elásticos de aparelho odontológico para a fabricação. Além de uma bateria para acender a luz na palma da mão e da tinta, explicou um dos criadores.

    A prótese mecânica permite que Miguel consiga abrir e fechar a mão para segurar coisas, mas o maior impacto foi em sua autoestima.

    Ele se tornou celebridade no bairro Vila Renato, em São Paulo, onde vive com os pais e ajuda a cuidar do irmão adotivo, que é autista.

    Para ele, é um divertido brinquedo que o auxilia a encarar a deficiência de uma forma mais leve, comenta a mãe, Viviane Costa.

    O menino já sonha com outros equipamentos. Quero um braço do Power Ranger, do Batman e do Hulk. Além disso, ele torce para que outras pessoas também consigam ter acesso à tecnologia.

    Quem tem toquinho – como ele chama o membro amputado – deve ganhar super-mãos, brinca.

    E o desejo de que o projeto seja mais abrangente não é só dele. Observando o impacto positivo que a prótese teve na vida de Miguel, os pesquisadores sonham em estendê-lo para outras pessoas. No entanto, um dos criadores conta que a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) não regulamenta a produção de próteses para uso recreativo.

    Com o propósito de contornar esse obstáculo, eles estão buscando apoio de instituições de ensino e pesquisa que poderiam viabilizar o desenvolvimento e ampliar as doações para outras pessoas.

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    Fonte: Só Notícia Boa

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