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    Data da publicação: quinta-feira, 27 de setembro de 2018
    Paraplégico volta a andar após tratamento nos EUA
    Por: Redação
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    Um homem, que ficou paraplégico após um acidente em 2013, conseguiu ficar de pé e caminhar 100 metros graças a um tratamento de estimulação elétrica na medula espinhal, feito nos EUA. É o primeiro caso de caminhada independente de uma pessoa com paralisia completa dos membros inferiores após lesão na medula, informou um artigo publicado nesta segunda, 24.

    Os pesquisadores afirmam que, mesmo com um diagnóstico de total perda do controle motor, ainda é possível encontrar conexões neurais intactas no local do ferimento e esses vínculos podem ser estimulados. O tratamento do americano Jered Chinnock, 29 anos, começou com 22 semanas de reabilitação física na Mayo Clinic, em Rochester, Minnesota, EUA.

    Em seguida, ele recebeu o implante de um eletrodo – responsável pela estimulação elétrica e inicialmente destinado para terapia contra dor – no canal medular, abaixo da área lesionada.

    O eletrodo tem comunicação sem fio com uma central, o que permite controle fino sobre local, frequência e duração da estimulação elétrica.

    Depois, o paciente passou por 43 semanas de reabilitação multimodal junto à estimulação elétrica, que permitiu que os neurônios recebessem a sinalização da intenção de movimento. No total, foram 113 visitas durante um ano à clinica. Isso nos mostra que essa rede de neurônios ainda pode funcionar depois da paralisia, disse um dos pesquisadores responsáveis pela pesquisa.

    Em uma esteira, o paciente conseguiu pisar e desenvolver uma caminhada somente com apoio dos próprios braços, sem assistência de treinadores ou aparelhos de sustentação de peso. Ao se movimentar no chão, foi necessário o auxílio de um andador com rodas e a ajuda de um assistente para facilitar o controle das passadas e do peso corporal.

    Agora começa o verdadeiro desafio, que é entender como a caminhada aconteceu, por que e quais pacientes conseguirão se beneficiar, afirmou o cientista. Segundo os pesquisadores, ainda são necessários mais estudos e com mais pacientes para determinar a validade e a eficácia do uso associado de terapia multimodal e estimulação elétrica.

    Os pesquisadores também ressalvam que é preciso cuidado para não generalizar e fazer as pessoas acharem que a possibilidade de tratamento é para todos. É preciso verificar caso a caso.

    Fonte: Só Notícia Boa

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