
O Brasil pode alcançar um feito inédito na história do cinema internacional no próximo dia 15. Se o filme “O Agente Secreto”, dirigido por Kleber Mendonça Filho, vencer o Oscar de melhor filme internacional, o país conquistará duas estatuetas consecutivas na categoria, após a vitória histórica de “Ainda Estou Aqui” no ano anterior. Até hoje, apenas quatro países conseguiram esse “bicampeonato” desde que a categoria passou a ser competitiva, em 1956.

Os únicos países que já venceram o prêmio duas vezes seguidas são Itália, França, Suécia e Dinamarca. Itália e França lideram o ranking com três sequências de vitórias cada, consolidando a forte tradição cinematográfica europeia dentro da premiação. Caso o Brasil repita o feito, será o primeiro país fora da Europa a alcançar essa marca.
Na disputa deste ano, o principal concorrente do filme brasileiro é o longa norueguês “Valor Sentimental”, que também concorre na categoria principal de melhor filme. Apesar da competição acirrada, dados históricos mostram que metade dos países que conseguiram o bicampeonato conquistaram a sequência logo após a primeira vitória, cenário semelhante ao vivido pelo Brasil.
Especialistas apontam que o sucesso de países como Itália e França no Oscar também está ligado à forte presença de profissionais dessas nações dentro da Academia de Hollywood. Nos últimos anos, porém, a instituição ampliou o número de membros internacionais, incluindo mais profissionais de diferentes países — o que pode favorecer a diversidade e abrir novas oportunidades para cinematografias como a brasileira.
