
A confirmação de um caso de sarampo em uma bebê de 6 meses em São Paulo acendeu um novo alerta sobre a importância da vacinação no país. A criança, que ainda não tinha idade para receber a vacina, foi infectada após viajar com a família para a Bolívia, onde há surto da doença.
O caso reforça a importância da chamada proteção coletiva, que ocorre quando grande parte da população está imunizada, dificultando a circulação do vírus e protegendo pessoas mais vulneráveis — como bebês e indivíduos que não podem se vacinar.
De acordo com especialistas da Sociedade Brasileira de Imunizações, a vacina contra o sarampo é altamente eficaz, pois não apenas previne a doença, mas também reduz significativamente a transmissão. No entanto, a queda na cobertura vacinal preocupa: embora 92,5% dos bebês tenham recebido a primeira dose no último ano, apenas 77,9% completaram o esquema no tempo correto.
O calendário do Sistema Único de Saúde prevê a aplicação da vacina tríplice viral aos 12 meses de idade, protegendo contra sarampo, caxumba e rubéola. Aos 15 meses, é indicada a dose de reforço com a vacina tetra viral, que também inclui proteção contra catapora.
Apesar de o Brasil ainda manter o certificado de eliminação do sarampo, concedido pela Organização Pan-Americana da Saúde em 2024, o risco de novos surtos permanece, principalmente devido à entrada de casos importados e à redução da cobertura vacinal.
Nas Américas, a situação é considerada preocupante. Países como Estados Unidos, México e Guatemala registram aumento expressivo de casos, muitos deles em pessoas não vacinadas.
O sarampo é uma doença altamente contagiosa e pode causar complicações graves, como pneumonia e encefalite, além de enfraquecer o sistema imunológico por meses após a infecção. Os principais sintomas incluem febre alta, manchas vermelhas pelo corpo, tosse, coriza e irritação nos olhos.
Autoridades de saúde reforçam que manter a vacinação em dia é a principal forma de evitar o retorno de surtos no país e proteger toda a população.
