
Conviver com pessoas difíceis pode ter efeitos mais profundos do que o desgaste emocional do dia a dia. Um estudo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences aponta que relações negativas estão associadas ao envelhecimento biológico acelerado e ao agravamento de problemas de saúde, como inflamações e doenças crônicas.
A pesquisa analisou redes de convivência e dados biológicos obtidos por meio de amostras de saliva. Os resultados indicam que cada pessoa considerada difícil no convívio pode aumentar em cerca de 1,5% o ritmo de envelhecimento, o que equivale a aproximadamente nove meses a mais de idade biológica. O efeito também é cumulativo, ou seja, quanto mais relações desgastantes, maior o impacto no organismo.
Segundo Byungkyu Lee, um dos autores do estudo, o estresse constante é o principal fator por trás dessa associação. Situações frequentes de conflito, críticas e tensão mantêm o corpo em estado de alerta, o que pode afetar o sistema imunológico e contribuir para processos inflamatórios ligados ao envelhecimento.
Os pesquisadores destacam que nem sempre é possível evitar relações difíceis, especialmente quando envolvem familiares ou pessoas próximas. Por isso, a recomendação é adotar estratégias para reduzir os impactos, como estabelecer limites, diminuir conflitos e fortalecer vínculos positivos, ajudando a proteger a saúde mental e física ao longo do tempo.
