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O professor e músico de Capivari Túlio Schincariol, que atua a quase 10 anos, criou o projeto Cajoneros, clube de cajón de Capivari. O objetivo é reunir tocadores desse instrumento de percussão para uma experiência de aprendizado e diversão.

Para participar do projeto não precisa ser profissional: basta ter um cajón em casa ou ao menos ter vontade de aprender a tocar o instrumento.



As aulas são gratuitas e acontecem no estúdio de Túlio, que fica na casa dele: Rua Dr. José Luís Cabreira, 21, Castelani, em Capivari. O encontro acontece sempre na primeira semana do mês, em dois dias: terça, às 19h e sábado, às 13h, com 1 hora de duração.

Se você se interessou em participar do grupo e aprender a tocar cajón, entre em contato pelo Whats App do professor Túlio (19) 99673-5586 ou através do facebook.com/cajonerosgrupodecajon.

Túlio explica sobre o projeto na entrevista abaixo. Ouça:

Alunos que participaram da primeira aula do projeto.

A história do cajón



O cajón surgiu no Peru, durante o período colonial. Conta-se que os africanos escravizados, ao serem separados de seus instrumentos de percussão pelos feitores da época, passavam a utilizar caixas de madeira e gavetas para tocarem seus ritmos. Por isso, com o passar do tempo o instrumento recebeu o nome de cajón, que é o aumentativo da palavra caja, que significa caixa em espanhol e se pronuncia carron.

Hoje, o cajón é considerado pelo governo peruano como “Patrimônio Cultural da Nação”. Foi lá que, no dia 13 de abril de 2013, obteve-se um record mundial: 1.524 pessoas vestidas de branco, entre adultos e crianças, tocaram o instrumento de percussão ao mesmo tempo em praça pública. O feito aconteceu durante o VI Festival Internacional de Cajón Peruano e entrou para o livro do Guinness.

O cajón é todo construído em madeira e pode ser encontrado em várias opções: reto, inclinado, com microfone dentro, sem microfone, para crianças etc. Sua versão mais popular apresenta cordas por dentro sob o tampo. É um instrumento que encanta pela simplicidade, desempenho e qualidade de vibração. Além disso, todos os modelos são superleves, baratos e fáceis de transportar para qualquer lugar.

Em Capivari, estes pontos positivos fizeram com que as vendas do instrumento aumentassem consideravelmente, sobretudo nos últimos meses. Para Túlio, isso indica que o cajón está se popularizando cada vez mais na região, como uma opção mais fácil de aprender e que não precisa ser afinada.


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