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Um jornalista sofreu queimaduras em uma das mãos após utilizar álcool em gel em Praia Grande, no litoral de São Paulo. Em entrevista, Alexandre Valdivia, de 46 anos, conta que o acidente aconteceu quando ele chegou do trabalho. O jornalista relata que foi cozinhar e não percebeu que a mão foi queimada. “Foi tão rápido e o fogo é invisível. Só percebi o que aconteceu quando vi a mão avermelhada”, declara.

Valdivia conta que chegou em casa e seguiu os passos para higienizar as mãos. Depois de passar o álcool em gel, o jornalista conta que foi esquentar comida normalmente. “Minha mão estava queimando e eu nem vi, é muito rápido”, diz. Depois do ocorrido, ele procurou uma dermatologista que confirmou que a queimadura foi causada pelo uso do álcool e aproximação do fogo em seguida. “Cuidei da minha mão, mas não foi nada grave, ainda bem.



Segundo o Ministério da Saúde, o uso de álcool gel é uma medida eficaz para higienização das mãos, mas deve ser considerado como opção somente quando não é possível lavá-las com água e sabão. As chamas causadas pelo álcool em gel são inflamáveis, como explica o Sargento Carlos Eduardo Teixeira, representante do Corpo de Bombeiros.

“Ele pega fogo, mas a diferença é que as chamas não são visíveis. Ele demora um tempo maior para consumir, e isso causa o risco de colocar fogo até na própria residência”, esclarece o bombeiro. Teixeira reforça que os cuidados em período de pandemia podem continuar, mas que o álcool em gel pode ser substituído dentro de casa, já que na residência lavar as mãos corretamente é o suficiente.

 “O álcool deve ser utilizado em lugares onde não é possível lavar de forma certa, quando se está na rua, por exemplo”, declara o sargento. Ele ainda comenta que os acidente podem ser comuns com pessoas que cozinham ou fumam. 

Fonte: G1