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Pequenos e médios importadores de combustíveis reclamam da defasagem de preço da gasolina no mercado interno em relação aos valores praticados no mercado internacional. Segundo a associação que representa o setor, a Abicom, a diferença chega a 20%.

A explicação dos importadores é que a flutuação do dólar aliada à política interna da Petrobras cria uma margem de distância entre os valores. 



De acordo com os analistas, o reajuste da gasolina, em março, deixou os preços alinhados, mas agora, com a subida do dólar, a defasagem voltou. Eles fizeram um alerta sobre um possível desabastecimento de diesel no mercado brasileiro caso os valores não acompanhem o mercado internacional. 25% do consumo são de importações.

O reajuste de quase 9% no litro do diesel aproximou os valores praticados fora do Brasil e reduziu o risco de faltar o produto. 

Ao Estadão, o presidente da Abicom, Sergio Araújo, disse que o governo deveria fazer novo reajuste de preços da gasolina de 1 real por litro para tentar minimizar a defasagem.