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A psiquiatra Carmita Abdo, de 72 anos, especialista em estudos sexuais, foi uma das responsáveis pelo maior estudo sobre comportamento sexual do Brasil em 2003. Agora, ela acaba de lançar seu livro “Sexo no cotidiano” e em entrevista detalha alguns dos assuntos tratados na obra, como a vida sexual dos idosos.

A especialista comentou que muita gente acredita que idosos não possuem mais uma vida sexual ativa como antes. “Um dos mitos na sociedade moderna é que os mais velhos não têm vida sexual ou acham que ela é precária. Os idosos não só transam, como também gostam de transar. Conheço tanta gente com mais de 70 anos de idade com boa saúde mental, que pratica esporte e mantém uma alimentação equilibrada, com vida sexual melhor do que muitos jovens com vida desregrada”, disse.



Ainda segundo a psiquiatra, a medicina evoluiu muito e hoje idosos conseguem ter uma vida sexual bem ativa já que a saúde para esse público melhorou. “O sexo não é uma ação isolada do organismo, ele depende da condição geral de saúde. Além do que, hoje a medicina contribui de forma extraordinária para o bom desempenho sexual de quem precisa de cuidados nessa área”. Ainda sobre o tema, a psiquiatra contou que, apesar de os idosos não terem mais a condição física de antes, a vida sexual não se resume apenas a mobilidade.

“Claro que uma senhora ou um senhor não tem a mesma mobilidade na cama que uma jovem ou um jovem. A relação sexual é resultado da capacidade de desempenho de todo o corpo. E o corpo envelhecido tem menos força. Mas os idosos levam a vantagem de saber desfrutar de mais intimidade, convivência e cumplicidade, elementos importantíssimos para a conquista da atividade sexual com satisfação”, comentou.”