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Não tem sido lá muito agradável a experiência dos fãs do Kiss que dispuseram a pagar 750 dólares, cerca de 3,7 mil reais na cotação atual, para chegar pertinho dos integrantes da banda nos shows do Brasil e tirar uma foto com eles. Isso porque vigora uma espécie de cinturão de segurança entre o grupo e suas tietes: Paul Stanley, Gene Simmons, Eric Singer e Tommy Thayer surgem nos bastidores com o figurino completo, mas ficam atrás de biombos de acrílico que impedem o contato físico com o público.

Kiss posa para fotos com fãs separado por um biombo de acrílico @mitchlafon/Twitter/Reprodução

A medida de segurança – alegadamente, para evitar o contágio de Covid – no entanto, não é exclusividade do Brasil e tem sido assim em todas as apresentações da banda pelo mundo. 



O resultado são fotos bizarras que poderiam muito bem ter sido tiradas em um museu de cera. A medida visa evitar abraços, mas, depois das fotos, o grupo se aproxima dos fãs para autografar discos e objetos.

Praticamente todos os artistas têm o hábito de receber o público nos camarins para fotos e autógrafos. O gesto costumava ser grátis, ainda que geralmente direcionado aos fãs mais aguerridos, mas nos últimos anos virou um negócio bastante lucrativo, com a cobrança de pequenas fortunas pelo direito ao momento especial com os artistas. 

Chamado de Meet & Greet, o pacote costuma incluir – além da visita ao camarim – a possibilidade de entrar no local do show antes da abertura dos portões, ver a passagem de som e garantir o melhor lugar para assistir ao show. De Metallica a Avril Lavigne, todos já cobraram por isso. Para conhecer os músicos do Metallica no Brasil, por exemplo, o valor não sairá por menos de 10 mil reais.

Fonte: Veja