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O prefeito de Campinas (SP), Dário Saadi (Republicanos), avalia a possibilidade de decretar lockdown para enfrentar o aumento de casos, internações e mortes por Covid-19. O tema foi discutido durante reunião com representantes de hospitais públicos e privados, além de planos e operadoras de saúde nesta segunda-feira (15). No encontro ficou definido a suspensão das cirurgias eletivas na cidade a partir desta quarta-feira (17).

Prefeito de Campinas, Dario Saadi visitou hospitais para verificar lotação em vagas Covid — Foto: Divulgação/Prefeitura de Campinas

Com a pressão por vagas em UTIs e leitos de enfermaria Covid-19, com pacientes à espera de leitos, a prefeitura analisa a possibilidade de adotar medidas ainda mais restritivas de circulação para aumentar o isolamento social. Nesta segunda teve o início da fase emergencial do Plano SP em todo o estado.



No encontro, que contou com presidentes e superintendentes de 12 hospitais privados e de planos de saúde, “todos foram unânimes em reconhecer o momento gravíssimo da pandemia”. A direção do Hospital de Clínicas (HC) da Unicamp foi convidada, mas não compareceu.

Nesta terça (16), o prefeito se reúne virtualmente com os chefes do executivo dos outros 19 municípios que formam a Região Metropolitana de Campinas (RMC) para discutir medidas mais restritivas.

O boletim da prefeitura mostra que todos os leitos de UTI Covid pelo SUS estão ocupados na cidade. Com o registro de mais 21 mortes, Campinas ultrapassou a marca de 2 mil vidas perdidas pela doença desde o início da pandemia.

Sobre a suspensão de cirurgias eletivas, haverá exceção para procedimentos oncológicos e cardiológicos. “Uma comissão interna de cada hospital vai autorizar ou não cirurgias consideradas essenciais. Na rede pública municipal, as cirurgias eletivas já estavam suspensas”, informa a prefeitura, em nota.



Fonte: G1 Campinas