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Uma pesquisa feita pelo Gleeden, aplicativo de encontros extraconjugais voltado para mulheres, apontou que 58% das pessoas acreditam que a infidelidade é um comportamento humano natural e até 57% consideram que é possível amar o parceiro e ao mesmo tempo ser infiel. Mas a pergunta que paira no ar é: enviar nudes é traição? O applicativo entrevistou no ano passado, de forma digital, 300 pessoas maiores de 18 anos para entender o que é considerado infidelidade virtual.

Para 83% dos entrevistados, o envio ou recebimento de fotos sugestivas faz parte da traição, bem como ser usuário de aplicativo ou portal de namoro (82%); fantasiar ou flertar online (78%); dedicar e receber mensagens em postagens ou status de mídia social (39%); procura de pornografia (11%), e ‘curtidas’ nas redes sociais (4%). Para 44% dos participantes, a principal motivação para trair é o desejo sexual, seguida pela curiosidade sexual (36%), problemas no parceiro (27%) e tédio ou monotonia na relação (26%).



A chegada da pandemia impulsionou não apenas as separações, como também os aplicativos de encontros, como o Gleeden, e os de divórcios, como o Idivorciei. Para o site de relacionamento os meses de confinamento aumentaram em 200% suas conexões, que funciona com total anonimato dos participantes. Ainda de acordo com a pesquisa, apesar de metade dos entrevistados (50%) acreditarem que a melhor forma de arranjar um caso é através de amigos, conhecidos ou ex-parceiros, 30% não descartam encontrar um caso por meio de um aplicativo.

O app Gleeden já possui 150 mil usuários no Brasil e, apesar de ter sido desenvolvido e voltado para mulheres, a porcentagem delas na rede social ainda é pequena. Em entrevista, a psicóloga e sexóloga Sandra Vasques atrelou esse fato ao machismo, ainda muito enraizado na sociedade. “A traição feminina é vista de um jeito diferente da masculina. Se um homem quando trai, falam: ‘Ah, é normal, é coisa do gênero, não conseguiu ser fiel’. Já a mulher quando trai ela é chamada de promíscua, dizem que ela não dá valor para a família, que ela é fraca”, explicou a especialista.