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Ter um cão ou gato como animal de estimação poderá se tornar proibido por lei em todo o Irã. No país vivendo sob as radicais leis islâmicas, os pets são vistos como um símbolo de ocidentalização, e especialmente os cães, como animais impuros na tradição.

Há décadas que as leis do país tentam proibir os pets, e uma nova legislação será votada pelo parlamento iraniano em breve, e poderá restringir a possibilidade de ter um animal de estimação, confiscar os cães e gatos e punir os donos.



Os moradores da capital, Teerã, enfrentam atualmente uma onda de apreensões de animais, com autoridades não somente confiscando cães em passeios, como ameaçando os donos de multas e mesmo prisões. Segundo a polícia da cidade, passear com cães em parques tornou-se crime como uma medida para “proteção dos direitos públicos contra animais perigosos e nocivos”: a lei enquadra os cachorros e gatos na mesma categoria que coelhos, crocodilos, cobras e lagartos.

O novo projeto de lei poderá permitir a criação de animais somente entre aldeões, nômades, pastores ou outras pessoas que precisem dos animais para funções, como a segurança de suas propriedades. Em Teerã, consta que os animais vêm sendo transportados para abrigos inadequados, ou simplesmente soltos em áreas abertas, longe dos centros urbanos.

Além de ser a terra de origem dos gatos persas, o Irã curiosamente foi um dos primeiros países do Oriente Médio a legislar pelo bem-estar dos animais, ainda em 1948, com o governo estabelecendo instituições pelos direitos dos animais no país. A Revolução Islâmica de 1979, porém, alterou radicalmente a vida da população iraniana, e poderá agora determinar um futuro sombrio também para os pets do país.

Fonte: Hypeness