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Entre os mais de 200 casos suspeitos de fraude na vacinação contra a Covid-19 em Divinópolis, na região Centro-Oeste de Minas Gerais, 17 chamaram a atenção dos investigadores: são casos de homens que se cadastraram como gestantes para tentar burlar a triagem e receber as doses.

Antes que chegassem à etapa presencial, porém, eles foram barrados a partir da identificação do sistema. As denúncias de fura-filas foram recebidas pela prefeitura da cidade e reportadas, nesta segunda-feira (24), ao Ministério Público. As principais fraudes são a apresentação de atestados falsos de comorbidades para furar a fila e antecipar a vacinação. Dentre as doenças mais alegadas estão hipertensão e diabetes.



Além disso, há relatos de estagiários da área de saúde que também teriam apresentado documentos falsificados de que atuam na linha de frente para serem vacinados. “A gente vai agora intensificar a fiscalização na documentação que é conferida na triagem. E vai também verificar esses casos de possíveis fraudes”, disse o assessor especial de governo.

Após a apuração interna na prefeitura, o material e provas colhidas serão encaminhados ao Ministério Público e à Polícia Federal. Se as irregularidades forem confirmadas, os envolvidos podem responder por falsidade ideológica e apresentação falsa de documentos.