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Sorvete é coisa muito séria na Itália. Tão séria que o Senado do país europeu está analisando um projeto de lei que prevê a aplicação de multa de R$ 66 mil para fabricantes que não respeitarem os padrões considerados ideais para a produção de um gelato de qualidade.

A ideia é proteger legalmente o sorvete italiano da mesma forma que já o fazem com a pizza e a massa, os maiores patrimônios gastronômicos da nação. O projeto de lei foi apresentado por seis senadores de dois partidos de centro-esquerda. A proposta, segundo eles, é proteger os direitos dos consumidores de pessoas  que quebram “as regras básicas da produção de sorvete artesanal”.



“O gelato italiano é um dos símbolos gastronômicos do nosso país, junto com as massas e as pizzas. Mas nossas leis não preservam o sorvete artesanal e os produtores que os fazem”, disse o senador socialista Riccardo Nencini, que apoia o projeto.

As novas regras colocariam um limite de 30% na quantidade de ar no sorvete. Atualmente, estima-se que o sorvete industrial às vezes possa ter até 80% de ar comprimido. Na verdade, argumentam os senadores, os clientes pagam principalmente por “ar” em vez da verdadeira guloseima.

A lei também proibiria o uso de sabores e corantes artificiais e gorduras hidrogenadas. Vale dizer que a indústria do sorvete tem valor estimado em R$ 6,6 bilhões na Itália. Talvez por isso a preocupação quanto ao produto.