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Monte Mor tem 58 projetos cadastrados e 26 subsídios com contrapartidas firmados com espaços, grupos, coletivas e empresas, visando a manutenção e valorização da cultura e dos artistas, perante o cenário de pandemia da COVID-19 financiados pela Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc. No momento, um dos projetos de destaque é o do artista “Mano Crazy”, que com sua produtora “Na Humildade”, está descobrindo novos talentos musicais nas escolas de Monte Mor. Segundo o Departamento de Cultura e Turismo cinco estudantes das redes municipal e estadual da cidade estão tendo a chance de gravar profissionalmente e lançar músicas autorais no canal do Youtube da produtora.

O segundo lançamento será neste sábado, dia 8, às 20 horas, no canal do Youtube “Mano Crazy Na Humildade Produções”, com a composição “Pare”, do artista Miguel Ignácio, aluno da escola Joana Aguirre, no bairro Jardim Paviotti. A música “Acordei”, do MC Abrantes, aluno da Escola Joana Aguirre, no Parque Bela Vista, estreou o projeto no último dia 1º.



Os outros três lançamentos do projeto estão programados para os próximos sábados, dias 15, 22 e 29, sempre às 20 horas, no Youtube.

DIVERSIDADE CULTURAL

De acordo com informações do Departamento de Cultura e Turismo, os projetos estão presentes em várias regiões do município, principalmente, nos bairros. Entre eles, Jardim Engenho, Jardim Paulista, Jardim São Clemente, Parque Said Jorge, Parque Bela Vista. “Para a implantação da Lei Aldir Blanc primeiramente, fizemos uma busca ativa dos artistas e um mapeamento das manifestações culturais de Monte Mor. E acabamos descobrindo muitos talentos e curiosidades em meio ao processo”, comentou o coordenador de Cultura, Marcelo Lírio. Ele cita que no bairro Jardim 

Progresso atua o escultor Vantuir Antonio de Souza, que produz peças talhadas em madeira. Já o projeto da Associação Cultural “Casa da Reza da Deusa do Bom Vento”, da Mametu Oya Corajacy, da religião Candomblé, é desenvolvido com a realização de oficinas culturais nas escolas de Monte Mor, focando a cultura afro-brasileira. E ainda no Jardim Capuavinha reside o luthier, ou seja, artesão de instrumentos musicais, Samuel Henrique Tomas.



REFERÊNCIA

É importante recordar que todo o processo da Lei Aldir Blanc em Monte Mor foi iniciado e comandado, até meados de abril, pelo então diretor de Cultura, Marcelo Menegatti, que faleceu no dia 17 de abril. Ele ocupava também o cargo de presidente do Comitê Gestor da Lei Aldir Blanc em Monte Mor.

O referido comitê é formado ainda pelos representantes dos artistas, Marcelo Lírio e Ronaldo Luiz Corrêa, por meio do NUPROLAB (Núcleo em Prol da Lei Aldir Blanc) e pelo representante do poder público, Mário Cezar Franco. É válido ressaltar que o NUPROLAB é uma instância consultiva citada no decreto e responsável pela democratização do recurso.

Segundo informações do Departamento de Cultura, desde o início de março, com o adiamento de projetos artísticos, perante às restrições sanitárias da pandemia da COVID-19, muitos gestores e artistas de todo o país têm buscado orientações com os integrantes do Comitê de Monte Mor. Os profissionais da área cultural demonstram interesse em saber sobre os procedimentos legais adotados no município para basear suas ações.

Por meio do trabalho de Marcelo Menegatti, Monte Mor também vinha servindo, desde o ano passado, como referência na democratização dos recursos e na legitimidade da participação da sociedade civil através do Núcleo em Prol da Lei Aldir Blanc. Toda a transparência se encontra publicada em Diário Oficial do Município e está sendo constantemente divulgada.