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Todo novo carro terá que ter um sistema capaz de dizer se seu motorista está bêbado já em 2027, pelo menos é isso que prevê uma das disposições do novo projeto de infraestrutura que está em debate no Congresso dos Estados Unidos. O objetivo dos legisladores é que a indústria automotiva tenha um papel mais ativo na prevenção de acidentes.

Apesar de parecer uma ideia muito boa em um primeiro momento, ainda há algumas questões que depõem contra a ideia de fazer com que carros avisem que seus motoristas estão bêbados. Um dos maiores problemas são as tecnologias de detecção de álcool existentes atualmente ou que estão em processo de desenvolvimento.



Atualmente, os bafômetros que podem ser acoplados a carros para verificar se os motoristas estão ou não dirigindo bêbados têm uma taxa de erro relativamente baixa, porém, essa taxa existe. Isso significa que se todos os motoristas tivessem que soprar um desses equipamentos para ligar seus carros, haveria um número considerável de pessoas sóbrias que não conseguiriam trabalhar.

Isso porque existem os chamados falsos positivos, que são aqueles casos anedóticos de que os bafômetros pegam pessoas que tiveram contato com produtos que têm álcool, como enxaguantes bucais, chocolates formulados com alguma bebida alcoólica, como um bombom de licor por exemplo, mas não beberam efetivamente.

Porém, ao que parece, não é esse tipo de equipamento que o projeto prevê que os carros tenham, já que o projeto não se refere nominalmente a nenhum equipamento ou tecnologia. Segundo informações, isso parece dar a entender que a tecnologia utilizada é algo ainda inexistente, que seria desenvolvido com financiamento do governo para os próximos seis anos.

Atualmente, governos e agências da indústria automobilística estão trabalhando em dois sistemas destinados a pegar motoristas bêbados em flagrante. Um deles monitora o ar dentro do carro em busca de cheiros de álcool, mas ainda não se sabe como esse sistema diferenciaria motoristas e passageiros para evitar falsos positivos.



Um segundo mede os níveis de álcool no sangue através da pele do motorista, isso acontece no momento em que ele pressiona um botão que liga o carro. Esse sistema, porém, é “binário” e diz apenas se há ou não álcool no sangue do motorista, mas não é capaz de determinar se a concentração está abaixo, dentro ou acima do limite legal daquela região.