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Circulam nas redes sociais vários vídeos que tentam demonstrar que a vacina contra a Covid-19 causaria magnetismo na pele, ou seja, um efeito ímã. Uma moeda utilizada pelas pessoas ficaria grudada na pele no local onde a vacina foi aplicada por reação provocada pela composição do imunizante. Não é verdade. O professor de física, Keyllor França, afirma que não há possibilidade. 

São várias demonstrações compartilhadas. As pessoas aproximam a moda da pele, no local onde recebeu a vacina, e relatam que ela fica colada. A moeda também é pressionada em outros locais do corpo e o mesmo não acontece. A situação gera curiosidade e surpresa em quem faz os testes. 



A teoria não passa de um boato. Ao site de checagem Aos Fatos, as próprias fabricantes das vacinas disponíveis hoje no Brasil  (Fiocruz , Instituto Butantan e Pfizer) negaram que o imunizante cause os efeitos demonstrados nos vídeos. 

Keyllor França é professor de física e garante que não há nenhuma possibilidade da vacina provocar magnetismo. “Nenhum composto da vacina causa magnetismo no corpo, já que a vacina no estado líquido anula qualquer efeito magnético do imunizante. Esse boato surgiu devido a crença conspiracionista de que haviam nanopartículas na vacina, o que de fato não existe. Se de fato a ideia fosse verdadeira, as ampolas onde ficam armazenadas as vacinas ficariam grudadas umas nas outras”, explica França.

“Eu consigo fixar uma moeda na testa, nem por isso significa que tomei a vacina na testa”, brinca o professor Keyllor França. 

Questionada pelo site Aos Fatos, Fernando Kokubun, professor de Física na FURG (Universidade Federal do Rio Grande), lembrou que a reação nas demonstrações pode ser causada pela umidade (suor ou algum cosmético) ou ainda pela cola do curativo utilizado após a aplicação da vacina. 



Fonte: Agência Alagoas